Desafios para o mercado atacadista após a pandemia da COVID-19

Atualizado: Mai 27


Veja recomendações para um plano de continuidade de negócios e condições para a recuperação e sustentação em um novo ambiente, pós COVID-19.


Estamos diante de uma crise sem precedentes e sem fronteiras – em apenas três meses, a Covid-19 se alastrou para mais de 180 países, infectando centenas de milhares de pessoas. Bilhões de pessoas em todo o mundo estão atualmente isoladas em suas casas na tentativa de conter o avanço da doença, e é imprevisível a extensão dos reflexos humanitários, sociais, econômicos e culturais.

De acordo com um grupo de pesquisadores da universidade de Tecnologia e Design de Singapura, as estimativas de abril de 2020, consideravam o contexto de cada localidade, podendo sofrer variações de acordo com mudanças de cenários. Segundo eles, o mundo inteiro pode se considerar livre do novo Corona vírus em dezembro de 2020, mas 97% dos países poderão recuperar o cotidiano já no fim de maio. Já no Brasil, a expectativa é de um abrandamento da pandemia no começo de junho, com a saúde completamente recuperada no dia 6 de setembro deste ano.


Governos e organizações de diversos setores enfrentam desafios inéditos e inusitados. Nesse cenário, impactos ainda incalculáveis podem atingir todas as dimensões de negócios.


O enfrentamento


Organize suas ideias. Junte as mentes do seu negócio e pessoas que você pode contar. Comece a estabelecer um panorama da situação atual e monte alguns cenários de onde deseja chegar. Uma sugestão interessante é mostrada em um artigo intitulado “Respostas imediatas aos impactos da crise”, da Deloitte e abaixo resumida.


Estratégia em 3 fases.

  • A primeira fase é preparar e gerenciar a continuidade dos negócios – é o momento de encontrar respostas urgentes para a crise.

  • A segunda fase será de recuperação, com foco nas áreas críticas e nas ações para viabilizar essa retomada.

  • A última fase será a de perseguir a sustentação, para planejar a volta à normalidade em um novo contexto de mercado.

Cuidados Especiais

Nesse plano, que fizeram para 100 dias, eles consideraram algumas recomendações para permitir a continuidade dos negócios e as condições necessárias para recuperação e manutenção em um novo ambiente pós pandemia. O plano prevê observação de alguns cuidados para gestão de recursos.

  • Gestão de Crise – Deve ser criado um comitê de gestão da crise, cuja tarefa será executar o plano previamente estabelecido, envolvendo as pessoas chave para colocá-lo em ação. Será necessário montar uma força-tarefa, com pessoas que conhecem mais profundamente as áreas da empresa. É preciso monitorar as mudanças de cenário, para tomar ações corretivas e avaliar constantemente as vulnerabilidades encontradas. Desenvolverá e implementará uma estratégia de comunicação para todos os envolvidos nesse comitê.

  • Gestão de Pessoas – Deve-se ter atenção em manter a integridade física, emocional e financeira dos colaboradores. Deve contemplar a assistência médica e estabelecer mecanismos para orientar, monitorar e assistir quem necessita, de ajuda, em relação a pandemia. Deve estabelecer as regras da quarentena e definir planos de sucessão, em caso de afastamento de colaboradores. Deve ser encorajado a flexibilização de horários, conforme prioridades e responsabilidades estabelecidas, bem como aspectos críticos relacionados às mudanças nas relações trabalhistas em decorrência das recentes medidas de flexibilização do Governo, capacitando-se esse comitê para atuar em alterações nos contratos de trabalho.

  • Gestão Financeira – A área financeira deve agir com muita atenção na gestão financeira da empresa e observar atentamente seus impactos. Dentre outras coisas, deve-se priorizar a gestão e manutenção do capital de giro e a preservação da liquidez, controlar os custos e despesas operacionais, revisar os investimentos programados, interagir e negociar com as áreas prioritárias do negócio. Além disso deve-se estar atento aos impactos das obrigações contratuais existentes, bem como a benefícios temporários recém-estabelecidos pelo Governo em relação a suspensão, adiamento ou redução de contribuições tributárias. E por último deve-se perseguir que todas as ações sigam princípios de negócios responsáveis, pois a empresa depende da recuperação do mercado e da sociedade como um todo.

  • Gestão de Cadeia de Suprimento e Operação – É preciso ter atenção especial com os fornecedores. Deve-se identificar as rupturas já existentes na sua cadeia de suprimentos e potenciais riscos na operação, desenvolvendo um plano de contingência. Deve-se observar também o suprimento de matérias-primas, embalagens, materiais e serviços essenciais necessários para as entregas críticas ao seu negócio. Renegocie prazos, entregas e pagamentos, sempre que possível. Se possível, considere também o socorro a fornecedores pequenos e importantes de sua cadeia. Revise o planejamento logístico, com foco em redução de custos. Se possível, reavalie planos de inovações para identificar oportunidades que surgiram e que podem ajudar a empresa e a sociedade neste momento de crise.

  • Gestão de Clientes e Receitas – Uma atenção especial deve ser tomada com as receitas e os clientes. O futuro da empresa depende disso. Priorize seus clientes-chave no restabelecimento das atividades, procurando engajá-los em seus esforços para apoiar a continuidade do negócio. Reforce a lealdade, protegendo e recompensando os clientes. Reavalie a jornada do cliente, adaptando sua estratégia de ida ao mercado e implementando a transição de canais físicos de venda e entrega de produtos e serviços para modelos digitais. Considere oportunidades ou a necessidade de diversificar a atividade-fim e eventualmente o próprio modelo de negócio. Estabeleça uma estratégia de comunicação clara e consistente, que inclua os clientes e colaboradores que interagem diretamente com eles, a respeito das medidas adotadas por sua empresa para garantir a continuidade dos negócios.

  • Tecnologias e acesso – Esse realmente é um fator que pode eliminar do mapa a empresa. Por isso, requer uma atenção redobrada. Como estamos impedidos do convívio social, o uso de ferramentas colaborativas para acesso e trabalho remoto é fundamental. Ter sistemas na nuvem, capazes de suprimir a empresa toda, é um diferencial que se tornou imprescindível. A infraestrutura para uso de novos padrões de tráfego e utilização de dados mudou. Padrões de segurança, autenticação e capacidade de rede, passam a ser fortemente considerados. É preciso ter uma estrutura e equipe para garantir suporte tecnológico para a continuidade do negócio diante de uma crise que requer trabalho remoto. Deve-se criar ou reforçar os canais digitais de comunicação com clientes e de venda, essenciais em no cenário atual de proibição de funcionamento de estabelecimentos físicos. Revise, atualize e teste o Plano de Continuidade de Negócios e o Plano de Recuperação de Desastres garantindo que as aplicações e dados estejam operacionais.

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