Os desafios do mercado atacadista

Atualizado: 21 de Mar de 2019


Hoje estamos vivendo em um mundo disruptivo e não há mais um padrão de sucesso garantido. Novas gerações surgem em novos contextos, sob novas realidades, com novas necessidades e novos desafios. O que era estável, agora não é mais. O que era sonho de consumo das pessoas, agora não é mais. Está mais difícil compreender os sinais desses novos tempos.


Para o mercado atacadista, o desafio é grande. Grandes empresas globais crescem em ritmo acelerado, conquistando cada vez mais espaço, com recursos quase ilimitados, com estruturas caras e grandiosas, e conseguem ir do fabricante ao consumidor, tomando o espaço do atacadista. É o fortalecimento do varejo.


Os Marketplaces, idealizados pelos grandes varejistas, vendem oportunidades de negócios as pequenas empresas varejistas, emprestando seu nome e reputação. Mas por quanto tempo? Seria essa estratégia de donos desses negócios criar mercados satélites, terceirizando o risco (de não vender) a terceiros? Eles ainda ganham comissões dessas vendas. Estariam eles permanecendo com a cereja do bolo, com os negócios mais lucrativos?


No final da cadeia de consumo, o cliente quer preço, qualidade e rapidez. Cada vez mais os consumidores usam aplicativos para buscar melhores preços, mais rapidez na entrega, e mais qualidade em tudo. Você concorda que isso faz estreitar a cadeia comercial entre a industria e o consumo?


Mas e o que fazer para vencer esse enfrentar essa situação ? Como traçar uma estratégia de fortalecimento do mercado atacadista? Será preciso identificar os pontos que precisam ser melhorados, e identificar novas oportunidades.


Alto custo de mão de obra. A competição gera luta por pessoal qualificado, que faz subir os custos da mão de obra. Torna-se fundamental aumentar a produtividade funcional. Seja por treinamentos constantes, ou agregação de novas tecnologias. Seja por automatizar processos ou terceirizar aquilo que não é o centro do negócio. Essas iniciativas vão ajudar a diminuir o custo operacional, contribuindo para um aumentar a margem de lucro e assim obter recursos para investir em produtividade, e buscar mais competitividade.


Dificuldade de contratação e manutenção de mão de obra qualificada. Para a empresa ser competitiva é necessário pessoal muito bem qualificado. No entanto, em um mercado competitivo, há muita rotatividade, e perda de pessoal. Uma forma de combater isso não é apenas ter salários melhores que o de mercado, mas criar um ambiente onde as pessoas desejem trabalhar ali (local atrativo para trabalhar). As pessoas desejam trabalhar em um ambiente que tenha perspectivas de crescimento, qualidade de vida. É uma parceria. Nesse sentido é necessário criar esse ambiente atrativo, competitivo e meritocrático. Um ambiente livre de disputas políticas. É necessário criar um mecanismo constante para a entrada de pessoas competentes e a eliminação das que não estão engajadas com melhorias em sua performance.


Falta de sinergia entre os vários setores da empresa. Sem sinergia, cada setor passa a enxergar sua própria área como centro da empresa e começam a competir com outras áreas e consequentemente a diminuir a produtividade geral da empresa. É necessário criar um ambiente integrado, com tecnologias e ações que permitam transparência e aumentem a comunicação das pessoas. Além disso, uma política de compartilhamento do sucesso e do fracasso (entre todos), como forma de incentivar o pensamento coletivo, levará a empresa a um comprometimento generalizado com as metas globais designadas, e irá ajudar substancialmente a alcançar o patamar desejado. Uma empresa engajada, criará o ambiente necessário para criar seu próprio espaço no mercado, a desenvolver novos caminhos e a perceber as rápidas mudanças que vivemos no mundo de hoje. É todo mundo de olho bem aberto.


Falta de capacidade para o crescimento. Quando a empresa não tem preparo e ferramentas adequadas para acompanhar o rápido crescimento, a qualidade do atendimento cai e compromete a confiança dos clientes na empresa. Um rápido crescimento (ou um pico sazonal) pode atrasar entregas ou aumentar os erros operacionais e gerar insatisfação que contamina o espírito dos clientes. E no mundo em que vivemos, os clientes tem viva voz, através das redes sociais, que por sua vez, podem destruir a reputação da empresa em pouco tempo. Ter equipes treinadas e preparadas para situações extremas, bem como o tratamento adequado das dificuldades e queixas dos clientes, com sistemas capazes de agilizar esses processos, são ajudas valiosas.


Falta de adaptação ao mundo atual. Vivemos em tempos de muita ansiedade, pois o mundo é instantâneo e está na palma da mão das pessoas. Os clientes desejam informações rápidas e de qualidade sobre os produtos que estão comprando; precisam rastrear suas compras; precisam ter os prazos acordados atendidos; precisam ter respostas rápidas sobre suas dúvidas. Não é mais como antigamente, onde as empresas anunciavam seus produtos e se preparava para recebe-los. Hoje, os clientes é que a buscam, comparam preços, prazos e condições. Antes de fechar negócio, os clientes buscam saber quem está vendendo, se é de confiança, se tem reclamações. Essas informações, que representam a expressão das experiências dos clientes, estão pulverizadas na internet, nas redes sociais. Por isso, é necessário buscar excelência no atendimento e monitorar o que as pessoas pensam sobre a empresa e construir uma boa imagem, o tempo todo, com seus clientes atuais e futuros.


Concluindo. É preciso enxergar que o ambiente de negócios do atacadista está sendo espremido entre os fabricantes e os clientes, sem pouco espaço para ignorar essa situação. Creio que apenas com aumento da produtividade e da qualidade será possível permanecer competitivo nesse mercado. É preciso ser mais eficiente que a industria e o varejo. É necessário enxergar novos nichos de mercado. É fundamental “sair da caixa”.

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