Revolução na empresa

Atualizado: 27 de Nov de 2017

Um dos principais erros que os empreendedores cometem é não perceber quando a empresa precisa de recursos para crescer. O empreendedor deve entender que é uma pessoa que corre riscos, que pensa e deve fazer acontecer. No entanto, ele não necessariamente sabe gerir um negócio. Às vezes, o empresário tem várias informações sobre a empresa nas mãos, mas não sabe como usar de forma estratégica.

Planeje através de um plano de negócios


O planejamento consiste em uma importante tarefa de gestão e administração, que está relacionada com a preparação, organização e estruturação de um determinado objetivo.


O plano de negócios é uma das principais ferramentas para gerenciar uma empresa. Ele não é necessário apenas no começo da empresa. Ele é um controle e contém fotografia de como a empresa está, a cada momento.


Informações sobre o mercado, finanças e operações são importantes para montar esse documento. O empresário deve constantemente revisá-lo, e poderá usar como base para decisões estratégicas.


Delegue


Delegar é uma atitude inteligente que um empresário deve tomar. Ele deve refletir sobre a maneira como faz a gestão de sua equipe de funcionários e colaboradores, como forma de maximizar o desempenho da empresa e dele mesmo.


O empresário (líder) precisa conhecer muito bem seus colaboradores (liderados) para utilizar as habilidades de cada um a favor da empresa. A conquista de uma posição de liderança dentro da empresa vem acompanhada de uma grande responsabilidade, que é ampliar o desempenho da equipe.


Ao descentralizar algumas decisões, o empreendedor poderá contar com uma equipe mais confiante e preparada para lidar com situações inesperadas. O foco dele enquanto líder é construir o liderado, e não a tarefa em si. Caso contrário, ele pode achar que ele mesmo deve fazer tudo, que é mais fácil.


Separe as contas da empresa


Um erro comum e grave cometido por pequenos empresários é o de misturar gastos pessoais com os do negócio. A empresa paga as contas da empresa, e não do seu dono.


O ideal é que a empresa estipule o Pró-Labore (sócios) dentro dos limites legais e antecipação de resultado se houverem. (Os sócios devem estabelecer um Pró-labore razoável, em que possa ter um mínimo para o sustento seu e de sua família, como o consequente pagamento do INSS).


Devem prever no contrato social a previsão de antecipação de resultados ou distribuição mensal de lucros (caso existam), desta forma poderão ter uma remuneração + retirada mensal compatível com o mercado. Lembramos que o empresário deverá pagar IRPF e INSS sobre a retirada do Pró-labore, mas não há incidência de IRPJ e INSS sobre a retirada mensal de lucro.


O ideal é que a empresa estipule um valor a ser pago para o sócio, por exemplo. Na prática, a maioria das empresas não consegue separar estes valores e misturam os gastos da pessoa física com a pessoa jurídica. Por esta razão, se a empresa não conseguir cumprir com o ideal, ela deve pelo menos indicar em seus controles no campo “credor” do controle das “contas a pagar” a informação de que aquele gasto refere-se ao seu pró-labore. Desse modo, conseguirá saber ao final de um período o quanto efetivamente recebe de sua empresa e avaliar se este valor equivale ao que o mercado paga, ou ainda se a sua empresa pode aumentar este valor, ou se deve reduzi-lo por não ter condições de arcar com tal desembolso.


Essa separação deve ser estendida para todas as áreas da empresa e não só a financeira.

Por exemplo, se um sócio pede algo pessoal para um funcionário da empresa, tem desvio não só de dinheiro, mas de função, e isso é um erro. Por isso, separar bem as questões pessoais e profissionais é essencial.


Tenha conselheiros


Dependendo do nível de amadurecimento da empresa, não é recomendado que as decisões fiquem somente nas mãos do dono. Tente estabelecer um conselho que o ajude a tomar decisões, de uma perspectiva diferente a sua. Ao buscar pessoas de fora para se aconselhar, e participar do conselho, o empreendedor pode agregar profissionais com uma visão macro do mercado.


A verdade é que poucas empresas têm e muitas que teriam potencial para ter este conselho estão desperdiçando essa oportunidade. Pense nisso e ponha em prática.


Busque assessoria


É inteligente e diminui os riscos da empresa, quando se recorre a consultorias jurídicas e contábeis. Para certas decisões de negócio, é recomendável buscar orientação e embasamento adequado, em relação ao negócio, como tributos e leis trabalhistas. Em certos negócios, o auxílio de auditores externos é importante.


Isso pode se tornar uma grande vantagem para quando a empresa estiver pronta para receber um aporte de uma venture capital, por exemplo. Os resultados que advém de uma boa ajuda externa, com certeza vão fazer a diferença. Mas é preciso dar o primeiro passo.








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